quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

DOM CELSO JOSÉ PINTO DA SILVA








DOM CELSO JOSÉ PINTO DA SILVA


 


Edmílson Martins e Maria José


      Dezembro/2013


 
1-Na década de sessenta


Do século que passou


Muitos jovens e casais


Padre Celso Cativou


Com seus gestos carinhosos


A todos nós encantou.


 
2-Os jovens daquele tempo


Queriam mundo mudar


Dom Celso nos ajudou


A Jesus Cristo encontrar


Apontando os caminhos


Que devíamos trilhar.




3-Proveitosas reflexões


Com ele realizamos


Com ele muito aprendemos


E bons momentos passamos


Com o seu jeito de amigo


Todos nos acostumamos.




4-Padre Celso virou bispo


Mantendo simplicidade


Foi trabalhar Zona Oeste


Lado pobre da cidade


Conduzindo seu rebanho


Sempre com docilidade.


 
5-Naqueles anos de chumbo


Da terrível repressão


Dom Celso agiu na defesa


De cristão e não cristão


Prestando socorro às vítimas


Da dura perseguição.


 
6-Depois foi para o Nordeste


Enviado pra missão


Deixou Rio de Janeiro


Levando-o no coração


Tão generoso, tão vasto


Que abriga uma multidão.




7-Em Vitória da Conquista


Bem no sertão da Bahia


Dom Celso evangelizou


Sendo Bom Pastor e Guia


Mostrando com muito ardor


Jesus, filho de Maria.



8-Arcebispo em Teresina


Bem lá no seco Nordeste


Foi chamado pra missão


Naquela região agreste


Levando ao povo sofrido


Uma mensagem celeste.


 
9-O Celso que conhecemos


Nos tempos de juventude


Hoje continua o mesmo


Com mesma solicitude


Sempre disposto e alegre


Mantendo a inquietude.


 
10-Ao completar oitenta anos


De existência e de missão


Reencontra bons amigos


Nesta comemoração


Para matar as saudades


Com bela celebração.


 
11-O reencontro com Celso


Neste tempo do advento


Nos propõe uma reflexão


Sobre o presente momento


Deste mundo sem juízo


Em que falta discernimento.


 
12-Comemorando com Celso


Esta data especial


Louvamos ao Deus da vida


Do qual é ele um sinal


Que nos ofertou alegria


Neste encontro fraternal.


 


 


 


 


 


 


 
 

domingo, 12 de janeiro de 2014

PASSAGEM DE ANO






PASSAGEM DE ANO


  Edmílson Martins


  31/12/2013


 


É noite na beira-mar


Na praia grande multidão


Muito inquieta e ansiosa


Jovem, criança, ancião


Na espera de um novo ano


Que seja justo e humano


Pleno de compreensão


 


Muita bebida ecomida


Gente vestida de branco


Andando no calçadão


No rosto um sorriso franco


Buscando paz e alegria


A vida sem fantasia


E sem os hábitos mancos


 


Meia noite grande alvoroço


Fogos em Copacabana


Saudações e cumprimentos


Todo mundo se irmana:


-Muito feliz Ano Novo!


Desejo geral do povo


Que quer vida mais humana


 


Copacabana explodindo


Alegrias multicores


Parece Deus revelando


Para o povo seus amores


É o povo comemorando


Um Ano Novo saudando


Expressando seus louvores


 


Festejando Iemanjá


Soam bombas e emoções


Num clima misterioso


De crenças e devoções


Nesse momento invulgar


Louvam rainha do mar


As imensas multidões


 


Oh! Meu Deus que bom seria


Permanecesse a alegria


Deste dia no ano todo


Povo na rua cantando


E se confraternizando


Bem sinceros, sem engodo


 


 


 













segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O MENINO DE BELÉM


 BLOG DO JÚNIOR BONFIM: DO NASCIMENTO DE JESUS - por ANA, A MÃE DE ...

O MENINO DE BELÉM

 
         Edmílson Martins

         Natal de 2013

 
O Menino de Belém

Sendo rei não quis coroa

Quis nascer na estrebaria

E isso não foi à toa

Queria dizer ao mundo

Que a vida simples é boa

 
Os ditos reis deste mundo

Tudo fizeram errado

Reinaram com arrogância

Desprezaram o sagrado

Corromperam cargo santo

Que foi por Deus outorgado

 
Reinar não é dominar

Disse o Menino da gruta

É servir com humildade

Com amor, não força bruta

Nada de luxo ou palácios

Mas ternura na labuta

 
O Menino de Belém

Nascendo desapegado

Queria trazer ao mundo

Novo tipo de reinado

Sem homens exploradores

E sem homens explorados

 
Tem um sentido profundo

Ter nascido na pobreza:

Claro protesto de Deus

Contra a ânsia de riqueza

Convite à simplicidade

Para a vida ter beleza

 
Comemorar o Natal

É respeitar a memória

Daquele que foi pra cruz

Para que tenhamos glória

É comungar com projeto

De Quem quer nossa vitória

 
Estes dias de consumo

De comidas e bebidas

Não celebram nascimento

Do Menino Deus da vida

Que no presépio da gruta

À vida nova convida

 

É bom prestar atenção

No Menino de Belém

Bem louvar a sua vinda

Celebrar como convém

Assumindo seu projeto

Pois é bom e nos faz bem

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O ESPERADO NATAL- Maria José...


 

O ESPERADO NATAL

         Maria José Martins de Oliveira e
         Edmílson Martins

         Dezembro 2013

 

Então, esperado Natal

Você chegando de novo

Para encontro fraternal

Com o mundo e todo o povo.

 

Menina sempre pedia

Presente nunca chegado

Escrever mal eu sabia

Neste país complicado.

 

Para mim nada demais

Pedir a amiga de fé

Conselhos bons e algo mais

Que pudessem dar pé.

 

Quero bicicleta já

Eu falava para Elena

Como você vai andar?

Você é muito pequena.

 

Espere você crescer

Eu não vou me adiantar

Pois seus pais não vão entender

É melhor você se acalmar.

 

Então resolvi esperar

Presente tão desejado

Para uns bem fácil ganhar

Para mim mais complicado.

 

Entendi essa explicação

Que a minha amiga me dava

Ficou no meu coração

A lição que me passava.

 

Assim é tudo na vida

Precisamos paciência

Esperando hora devida

Com calma e muita prudência.

 

A menina esperançosa

Ouvia com atenção

Porém, guardava ansiosa

Desejos do coração.

 

Mas o tempo foi passando

A menina foi crescendo

As visões se clareando

E ela compreendendo.

 

O Natal é vida nova

Esperança e redenção

É Jesus que nos renova

Trazendo libertação.

NATAL - Rinaldo Martins




Foto de  Jesus cuidado dos pobres
 
NATAL: Deus assume a condição de homem oprimido.

 Rinaldo Martins de Oliveira.

18/12/13

 Sou cristão. Mas posso dizer que as igrejas em geral – principalmente a muitas das suas autoridades - sempre pregaram aos fiéis e disseminaram nas sociedades um Jesus Cristo muito diferente e até oposto ao identificado nos próprios Evangelhos.
No que se refere ao Natal, essa importante passagem bíblica acabou sendo historicamente destituída do seu contexto social e político conforme registrado por Mateus e Lucas. Para o senso comum, Natal - quando entendido no seu sentido religioso - ainda sim é apenas uma sentença teológica abstrata: o “nascimento do Filho de Deus que veio salvar os homens do pecado”.

Não obstante, a narrativa do Natal, na perspectiva dos evangelistas, sem deixar de ser uma interpretação religiosa dos desígnios de Deus para a humanidade, explicita uma realidade concreta a partir da qual esse projeto se insere. Jesus nasce na extrema pobreza, sem teto para se abrigar (cf. Lc 2,6-7) e já perseguido por um detentor do poder político-econômico, o Rei Herodes (Mt 2, 1-18). Isso, nos Evangelhos, não é informação complementar ou incidental, mas sim matéria essencial para o correto entendimento da citada verdade de fé.

Deus, desse modo, não assume só a forma humana, mas a situação específica dos homens vitimados pelo sistema opressor. Ou seja, ao se colocar nessa condição, deixa claro, em primeiro lugar, sua solidariedade ativa aos que sofrem as injustiças estruturais, tornando-se também agora um deles;  em segundo lugar, em decorrência disso, ratifica e aprofunda todo o seu projeto de “salvação da humanidade” a partir da “salvação do oprimido”, como já explicitado no Antigo Testamento (“Eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel”, Cf. Ex 3,7-8).
Já no início da sua vida pública, Jesus diz a que veio: “Para anunciar a Boa Notícia aos pobres; para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos” (Lc 4,18-19). Irá confirmar a sua posição rigorosamente ao lado dos vitimados e contrária ao sistema opressor dominante,  o que lhe causará a perseguição, prisão, tortura e morte pelos detentores do poder religioso e político de então.

Por isso, não for o Natal compreendido com esse rigor político com o qual os evangelistas pretendem registrá-lo, então esse importante acontecimento para a fé cristã e também para a fé antropológica dos homens de boa vontade, se reduz a uma mera especulação teológica, servindo – como tem ocorrido – para tão somente legitimar a ideologia de que Deus veio, sem distinção, para todos, opressores e oprimidos.
Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2013.
Rinaldo Martins de Oliveira.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

VIRANDO O JOGO (Maurício Pássaro)


Foto de Mauricio Pássaro.



De Mauricio Pássaro
VIRANDO O JOGO
Uma nova perspectiva para o Futebol

O futebol tem uma explicação biológica. A brincadeira lúdica de fazer uma bola se movimentar vem do instinto animal. Vejo isso no Salém, o gato da Maria Sanma, que brinca de pegar a bolinha de papel amassado que jogo. Salém é um goleiro nato, mas também gosta de correr com a bola e esbarrar nos fios elétricos da sala.

E possui uma explicação sociológica. Depois de usarem as mãos e os braços nas fábricas, durante doze ou quinze horas diárias, os trabalhadores ingleses arrumaram jeito de compensar o estresse, realizando atividades com os pés e as pernas, iniciando o futebol. Mas, os goleiros continuaram com os braços e as mãos. Contínuos e carteiros, que andavam o tempo inteiro pelas fábricas, estes inventaram a estória de que deveriam ser os únicos a poderem usar a mão. Ou não teriam goleiros. A regra pegou.

Vi documentários mostrando que os antigos Mayas já batiam uma bolinha, algo parecido com o futebol. E talvez haja registro ainda mais longe, quando o homem primitivo adotou a roda redonda, abandonando o uso da quadrada, que dava mais trabalho para rodar. O mais certo é que o surgimento do futebol tenha mesmo passado pelas mãos dos ingleses, ou melhor, pelos pés.

O futebol seria assim uma natural reação ao mundo industrial, que é movido por braços e mãos. E talvez ele tenha contribuído também à sociedade, quando fez evidenciar que poderíamos ganhar dinheiro com os pés – uma revolução anatômica.

A ponto de se consolidar o mito da bola no mundo. Oscar Niemeyer tem parte nisso, com sua obra que acentua obsessivamente a curva, em detrimento da reta. A garota de Ipanema também, pela internacionalização de sua beleza curvilínea. Subvertemos as coisas: a menor distância entre dois pontos, pra nós, é uma curva.

Só que estamos nisso faz muito tempo. Os jogadores de futebol trabalham exaustivamente com os pés. Cabeçadas e amortecidas no peito não contam. Ou seja, além da pressão dos patrocinadores, existe o treino puxado, o treinador não quer nem saber. Acaba sobrando para o massagista, depois das baterias de exercícios.

Não tem colher de chá para a profissão de jogador. Resultado: uma classe superexplorada, sem direitos mínimos, como ir a bailes funk em comunidades carentes. São praticamente obrigados a assinar contrato com clubes europeus, japoneses ou árabes, e a levar uma vida tediosa lá fora, sem graça, sem feijão preto.

Então, eu penso: e se as coisas fossem novamente subvertidas, a fim de se buscar outra vez um equilíbrio? Hoje vivemos uma época tomada pelo futebol, tudo recai sobre ele. Torcedores se matam por seus times, sem ganharem um centavo com isso, ao contrário, gastam com ingressos caros, mensalidades, camisas e mil outros apetrechos. Discutimos seriamente, em voz alta, entre nós, pelo status de melhor time, melhor jogador, melhor jogada. Nas conversas entre presidente brasileiro e um estrangeiro, há de existir sempre uma referência a futebol – veja o caso do encontro entre Dilma e Holande, da França. O futebol tem lá suas funções estratégicas, mas vai-se chegando a um limite.

Está na hora de se inverter tudo novamente: estamos cansados de usar os pés e de fazer referência à bola, ao futebol. Que as mãos possam retornar à cena! E isso implicará que os jogadores de futebol deixem pouco a pouco este oficio e passem horas, pra começar, a usar as mãos, quem sabe, para abrir um livro e ler. Ou pegar uma enxada e capinar o quintal, plantar e cuidar da horta depois.

E os torcedores – que usam mais a boca do que qualquer coisa – hão de permanecer falando, mas agora, idolatrando professores e médicos que, então, passam a receber os salários que os jogadores recebiam, e vice-versa.

- Pô, o hospital municipal está batendo um bolão! Precisa ver os atacantes que eles puseram no atendimento!

- Fala sério! Aquilo lá...? Deveriam é colocar a defesa toda no atendimento, isto sim! O hospital do Estado é que é o melhor, rapá, nunca foi para a segunda divisão. E agora nós temos o doutor Zikco, que fechou contrato por dois anos.

- Falar nisso, você viu aqueles professores da escola federal?

- Prata da casa! Vestem a camisa mesmo. Teve escola espanhola oferecendo milhões, mas se recusaram e preferem ficar aqui, com o arroz e o feijão.

- Principalmente o feijão.

- É.

Eis que, para nossas mazelas, no horizonte se desponta uma saída: trocar os pés pelas mãos.

Maurício Pássaro
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

80 ANOS DE DOM CELSO


Dom Celso José Pinto da Silva

Paulo:

CONFIRMADÍSSIMA a comemoração dos 80 anos de Dom Celso, que foi bispo auxiliar do Rio de Janeiro, bispo de Vitória da Conquista (BA) e arcebispo de Teresina-PI, onde se aposentou,

O evento será no dia 14 de dezembro de 2013 – sábado – a partir das 16 horas, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição e São José, Av. Amaro Cavalcante, 1761 – Engenho de Dentro –RJ.

Estão convidados todos os amigos do Dom Celso, principalmente, os que moram no Rio de Janeiro. Temos a certeza de que ele se sentirá muito feliz com a presença de todos.

A comemoração será iniciada com a missa, celebrada pelo aniversariante. Após a missa, haverá um bate-papo com ele e integração entre os amigos, lembrando que todo o evento será um momento de confraternização, já considerando a comemoração do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Abraços

Edmílson e Maria José.