segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CATEDRAL DE CRATO


                                                                                      (Foto: Dihelson Mendonça)
                                                                              
                                                            CATEDRAL DO CRATO

              Edmílson Martins
            Setembro/2013
 
Essa foto do Dihelson
Da famosa catedral
No bem feito blog do Crato
É bonita e magistral
É sem dúvida bela arte
De beleza natural
 
Crato bonita cidade
Princesa do Cariri
Formosa e hospitaleira
De babaçu e pequi
Também Cratinho de açúcar
Tijolo de buriti.
 
Essa foto iluminada
Bem que poderia ser
Um belo cartão postal
Para o Brasil conhecer
A terra de dona Bárbara
Mulher forte pra valer.
 
Dona Bárbara Alencar
A heroína de fato
Foi mãe de filhos heróis
E mulher de fino tato
Por um dia presidente
Da República do Crato.
 
Foi na catedral da Penha
República proclamada
E Bárbara presidente
Lá mesmo foi declarada
Por José Martiniano
Um seguidor da mãe amada.
 
Essa catedral faz parte
Da memória da cidade
Assim deve ser zelada
Com carinho e caridade
Nossa Senhora da Penha
É cratense de verdade.
 
 
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

SOU BARRA MANSA


Maria José de Oliveira e
C/parceria de Edmílson Martins

Eu nasci em Barra Mansa
Bem lá no Sul Fluminense
Moro no Rio de Janeiro
Porém sou barramansense
De lá guardo bons momentos
Do tempo de adolescência.

Na Matriz me batizei
Fiz primeira comunhão
Com as bênçãos de Jesus
E de São Sebastião
Em compromisso com Deus
Junto com outros irmãos.

No Amparo me preparei
Para bem seguir na vida
Boas lições aprendi
Com estudo e muita lida
Com muito bons professores
E professoras queridas.

Tenho saudades das festas
Do famoso padroeiro
Promovidas na Matriz
Em todo mês de janeiro
Com bastante animação
Do nosso povo festeiro.

Nasci nas margens do rio
Onde vi águas que rolavam
E conheci pescadores
Que muitos peixes pescavam
Louvo o jardim da preguiça
Onde crianças brincavam.

Nessa linda Barra Mansa
Vivi toda a minha infância
A vida lá era calma
Não havia traficância
Vivi minha juventude
Com alegria e esperança


Pensando com meus botões
Mais prazer encontrei lá
Aqui já não vejo rio
Mas somente água do mar
Não permita Deus que eu morra
Sem passar dias por lá.

Oh! querida Barra Mansa
Quero homenagear
Com este cordel singelo
Nesta data singular
Este seu aniversário
Que hoje vamos festejar.

Rio, 03 de outubro de 2013.




sou professor, sim senhor!


Edmílson Martins
Rio, outubro/2013

Sou professor, sim senhor
Reclamando meus direitos
Não aceito violência
Exijo muito respeito
Sou professor com orgulho
Não escravo de prefeito.

Educo a sociedade
Pra viver cidadania
E não quero ser tratado
Com desprezo e covardia
De governos insensíveis
Com a sua baixaria.

Sou mestre, trabalhador
Não sou saco de pancada
Da polícia, do prefeito.
Não tolero trapalhadas
Do senhor governador
Quero educar meninada.

Eu sou professor e ensino
Que vida é dignidade
Que governar é servir
A toda a comunidade
Que governar é zelar
Não fomentar crueldade.

Sou professor e professo
Que vida é liberdade
Que o cidadão tem direito
Ao respeito e à verdade
Não pode ser enganado
Nem tratado com maldade.

Educação é direito
Como direito é o pão
Impostos vindos do povo
É pra servir cidadão
Não pra atender a políticos
Com a sua corrupção.

Que a sociedade saiba
Que mestre não tem malícia
Deseja muito respeito
Do governo e da polícia
Não topa provocação
Mas reage à injustiça.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

EMBARGOS INFRINGENTES l l



Por Edmílson Martins
Rio, setembro de 2013

A decisão do ministro
No voto de desempate
Desagradou todo o povo
Que viu nele disparate
Porque protege indivíduos
Sem vergonha e sem caráter

Juiz deitou falação
Lei morta ressuscitou
Viu texto frio da Lei
E justiça desprezou
Agiu conforme Pilatos
Friamente mãos lavou.

Com Justiça apunhalada
O crime fica à vontade
Faz crescer a roubalheira
Favorece a iniquidade
Paga o justo pelo injusto
Por haver impunidade.

Como pode Lei caduca
Hoje tão questionada
Servir para proteger
Quem fez coisas erradas
Também servir de biombo
Para esconder marmelada!

A chamada ampla defesa
Não são processos sem fim
Pois facilita malandros
Que querem Justiça assim
Para manter seus projetos
Pro povo sempre ruim.

A nefasta decisão
Sobre embargos infringentes
Ao golpear a Justiça
Violenta nossa gente
Que cansada de sofrer
Cansou de ser paciente.

Que essa decisão bizarra
Do Supremo Tribunal
Desperte toda a nação
Contra a corrupção geral
Contra o sistema presente
Que é injusto e boçal.

EMBARGOS INFRINGENTES l



Por Edmílson Martins
Rio, setembro/2013

Esse tal de mensalão
Envergonha nossa gente
E pra não punir culpados
Querem embargo infringente
Com Supremo dividido
Tornando povo descrente.

Nosso país sucumbindo
Afundando em corrupção
Faz apelo veemente:
“Respeitem meus cidadãos
Quero ética e justiça
Chega de tapeação”.

Ao ver a Tevê Justiça
Senti tristeza danada
Vendo vários juízes
Defenderem trapalhadas
De pessoas sem caráter
Com as suas marmeladas.

São magistrados supremos
Da alta corte federal
De quem a nação espera
Uma decisão legal
Com o julgamento justo
Dos que procederam mal.

Vários anos apurando
Esquema de corrupção
O tribunal concluiu
Que quem roubou é ladrão
Por isso penalizando
Quem traiu nossa nação.

Todo o povo brasileiro
Ficou bastante ciente
De que esse tal mensalão
Existiu e está presente
Quer que sejam punidos
Políticos indecentes.

Os que fingindo servir
Enganando toda a gente
Não sendo penalizados
Seguirão sempre insolentes
Com obras enganosas
Praticadas novamente.

Nosso país todo espera
Que o juiz Celso de Melo
Vote bem no desempate
Com seu voto justo e belo
Contra embargos infringentes
Batendo assim o martelo.

EMBARGOS INFRINGENTES (Maurício Pássaro)




EMBARGOS INFRINGENTES
Pedindo a “nega”
Por Maurício Pássaro
Rio, setembro 2013

A expressão é do tempo em que o jogo de futebol não podia ser virtual, mas tinha de ser virtuoso. Quando eu jogava bola na rua, usando chinelos como as balizas do gol, e o esfolamento dos dedos era bem real. Se um carro dobrava na esquina, alguém sempre gritava: “parôôô... Carro!” Era o nosso pause possível da época: a bola tinha que congelar na cena, no pé daquele que estava com a bola, na hora do “parôô!”

O trânsito de veículos era menor. Não havia sete bilhões de habitantes no mundo. Nem made in China, mas somente made in USA. O pior momento era quando a bola caía na casa da portuguesa dona Lídia (hoje seus netos devem ostentar em suas fotos, dúzias, troféus de bolas caídas no seu belo jardim de rosas vermelhas delicadas).

O meio-fio atrapalhava um pouco. Muitos pés se estreparam, ao errarem o chute. As balizas sendo chinelos, o problema eram as bolas aéreas. Se ultrapassavam um metro do solo, o gol tornava-se muito discutível. Ninguém filmava. Não havia como. Celular? Somente o sapatofone do agente secreto Maxwell Smart (será que veio daí o nome smartphone?), série cômica de TV da época. Era preciso argumentação, técnica de convencimento apurada para garantir o gol aéreo. Grito. Na verdade, ganhava-se no grito. Não existindo a rede (nem a baliza) para recepcionar a bola, ficava difícil de chegar a um acordo sobre o gol. Como confirmá-lo? Como apertar o Rew? Esse era um tempo sem “sorria, você está sendo filmado!”

O time perdia o campeonato de rua, na final, mas tinha o direito à “nega”. Sem nenhuma referência ao racismo, pedir a “nega” era como pedir uma nova chance. Zerar o placar. Nunca nos preocupamos em explicar a gênese da expressão, naquele tempo. Apenas pedíamos a “nega” e ela não era “negada”. Era uma questão de honra. Código de cavalheiros.

Nada a ver com a cor da pele, com racismo. Meus melhores amigos eram negros (e os melhores jogadores do time). Mas, tem a ver com o julgamento do Mensalão. Depois de se analisarem à exaustão os documentos, quebrados os sigilos bancários, e se juntarem provas irrefutáveis, está parecendo que os réus estão apelando para a velha “nega”, claro, agora levando o nome pomposo de embargos infringentes. A sociedade não compreende que os mensaleiros estão invocando o princípio das reiteradas práticas culturais, onde o “costume” é aceito como fonte secundária de Direito. O brasileiro tem direito à “nega” e pronto. Pô, é o país do futebol!

Todos se fazem de sonsos – juízes, imprensa e sociedade. Cadê o direito à “nega”? Vão negar o direito à “nega”? Todos os recursos já foram tentados, as provas já provaram... O que falta para colocar os ladrões de milhões ao lado dos ladrões de chinelos? Mas, eles querem a “nega”. Ninguém pode negar a “nega”.

Não sabe brincar, não brinca.

www.acolunadoservidor.com