sábado, 15 de dezembro de 2012

CHICO ALENCAR



( por Edmílson Martins, com participação afetiva da Maria José) - 28/09/2012

"O coração tem razões que a própria
Razão desconhece” – Blaise Pascal


Reuniu-se a Corte Celeste
E decidiu decretar
Um procedimento urgente
Sobre Francisco Alencar:
“O Chico é muito dinâmico
Queremos ele por lá

O Chico, reconhecido
Como o melhor deputado
Está sempre vigilante
É parlamentar honrado
Representa bem o povo
Por isso considerado

Os médicos e enfermeiros
Já foram mobilizados
Para num hospital público
Recebê-lo preparados
Pra com muita diligência
O Chico ser operado

O Chico é filho dileto
Que mantém fidelidade
Cumpre mandato com garra
Combate toda maldade
Guardando a fé no combate
Luta pela liberdade

Pelo bem do nosso Reino
Que mais tempo o Chico viva
Que permaneça na luta
Esteja sempre na ativa
O bom combate combata
Não deixe o barco à deriva

Esse rapaz generoso
Tem trajetória bonita
Lutou pela liberdade
Na ditadura maldita
É teimoso na esperança
Tem força porque acredita”

Terminando a reunião
Concluiu a Corte Celeste:
“Chico ficará na terra
Nosso Reino nele investe
Que o sangue volte e circule
Que o coração manifeste-se”.

MENSALÃO


Por Edmílson Martins (com a participação de Maria José)
Rio, novembro de 2012
´
Ao ligar televisão
Vendo no canal Justiça
Conversas do mensalão
Sinto revolta e preguiça.
Tenho pena da cegonha
Que trouxe esses sem-vergonhas
Que com tal descaramento
Roubaram o nosso povo
Dizendo fazer o novo
Prestando até juramento.

São sete anos de processo
Onze juízes bem pagos
Pra examinar os excessos
De ladrões e seus estragos
Que roubam povo sofrido,
Mesmo escutando gemido,
Com atos tão deprimentes
E com tenebrosos planos,
Agindo embaixo dos panos
Com propostas indecentes.

Ante tamanha sujeira
Vemos juízes confusos
Dizendo bastante asneiras
Com argumentos difusos.
As evidências são claras
Todos os fatos declaram
Que o esquema era criminoso
Pela sede de poder
Pela vontade de ter
Pelo fazer asqueroso.

E existe certo partido
Vindo dos trabalhadores
Defensor dos oprimidos
Praticando esses horrores.
Meu Deus! Mas que aconteceu?
Nosso povo adormeceu?
Deixou falar em seu nome
Aliançar tanta trama
Jogar seu nome na lama
Em transação que consome?

Sigla do trabalhador
Que seria uma esperança
Logo, logo, derrapou.
Fazendo muita lambança,
Tornou-se sigla comum
Não guardou princípio algum.
Vindo pra ser diferente
Desviou-se do caminho
Deixando povo sozinho
Enganando toda a gente.

Que a lama do mensalão
Os exemplos desonestos
Sirvam sempre de lição
Despertem nossos protestos.
Que o povo preste atenção
Não permita corrupção
Não consinta desatino
Esteja sempre presente
Não deixe gente indecente
Conduzir o seu destino.

Rio, novembro de 2012
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sábado, 20 de outubro de 2012

RECORDAÇÕES










Nessa casa tão singela
A minha infância vivi
Com meus pais e meus irmãos
Belos anos convivi
Na varanda, no terreiro
Muitas festas eu curti.

Essa casa com varanda
Que para mim era alpendre
Era muito aconchegante
Quem lá viveu bem entende
Acolhia toda a gente
Nunca havia “depende”.

Essa foto na varanda
Com minha mãe e meus irmãos
Mostra a saudade marcante
Da casinha no sertão
Na qual com simplicidade
Só reinava o coração.

Hoje na cidade grande
Entre livros e leituras
Lembrando daquela casa
Dou glória a Deus nas alturas
Pelo tempo lá vivido
Apesar da vida dura.

Essa casa é memória
Da vida lá no sertão
Conservada com carinho
Por Emídio bom irmão
Que lá vive com família
Para guardar tradição.

Edmílson (julho/2012)

DOM EUGÊNIO SALES



Por Edmílson Martins
Com apoio de Maria José Martins

Nosso Dom Eugênio Sales
O cardeal servidor
Esteve aqui em missão
A serviço do Senhor
Ajudando muita gente
A aliviar sua dor.

Ele foi bom sacerdote
O Evangelho propagou
Sempre acolheu perseguidos
E nunca se intimidou
Esteve ao lado de aflitos
Como Jesus lhe mandou.

Dom Eugênio chega ao céu
Se apresenta ao pescador
E disse: “bom dia Pedro
Ao ser chamado aqui estou
Já cumpri minha tarefa
Quero ver Nosso Senhor”.

Falou Pedro acolhedor:
“Bom dia meu cardeal
Sua chegada pra nós
Tem valor especial
O céu todo está esperando
Com música e bom coral”.

E continuou São Pedro:
“Folheando seu caderno
Não vejo página em branco
Está cheio de versos ternos
De bonita poesia
Que fala de vida eterna.

Seu trabalho pastoral
Está aqui todo anotado
Você sempre defendeu
Todos os injustiçados
E nunca titubeou
Mesmo sendo ameaçado.




Vejo que você criou
Os sindicatos rurais
Levando sempre a verdade
Em campanhas fraternais
Ajudando todo o povo
A crescer, ser sempre mais.

Você enfrentou ditaduras
Defendeu presos políticos
Condenou toda a tortura
De militares foi crítico
Defendeu toda a justiça
Combatendo a má política.

Então pode entrar no céu
Porque você bem merece
Pois sua ficha está limpa
De você ninguém se esquece
Seu trabalho fez História
Todo mundo reconhece”.

Meu querido Dom Eugênio
Aí na Glória de Deus
Onde está Dom Helder Câmara
Mostre-lhe estes versos meus
Que são singela lembrança
Deste amigo dele e seu.

Diga-lhe que permanece
Sempre na nossa lembrança
Que lhe mandamos abraço
E mantemos esperança
De no futuro encontrá-lo
Nesse Reino de bonança.

Diga-lhe mais, por favor,
Que não esquecemos a luta
Que está viva a profecia
Permanecemos na escuta
Que reze por todos nós
Reforce nossa labuta.

Rio, julho de 2012.
Edmílson Martins

sexta-feira, 27 de abril de 2012

DIREITO PROFANADO


Por Edmílson Martins
(12/04/2012)



Oh Santo Deus, que horror !
Que decisão infernal !
Que tenebroso momento
Do Supremo Tribunal !
Que condena gente à morte
Já no ventre maternal

Oito juízes negaram
O direito de nascer
Descartam um ser humano
Como fosse qualquer ser
Violam obra do Mestre
Que bem sabe o que fazer

Só dois juízes sensatos
Julgaram com coerência
Por respeitarem a vida
Decidiram com sabença
Defendem ser inocente
Mesmo com breve existência

Os dois juízes prudentes
Tiveram pensar normal:
Vida é dom, compromisso
Com percurso natural
Ainda que seja breve
Sustar ninguém tem moral

Herodes matou crianças
Com frieza sem igual
Hoje age da mesma forma
Sem ética, sem moral
Quem decide pela morte
Duma criança anormal

Descartar um ser humano
Sem condições de defesa
É agir com covardia
E sem nenhuma grandeza
É não dar valor à vida
É tirano com certeza

O feto anencefálico
É ser humano formado
É ser frágil e inocente
Não pode ser descartado
Merece todo o respeito
Não pode ser aviltado


Ele não é o culpado
De sua má formação
É gente e filho de Deus
Merece toda atenção
Seus direitos são sagrados
Não aceita exceção.

terça-feira, 10 de abril de 2012

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012

Por Edmílson Martins

A Igreja no Brasil
Fiel a Cristo Jesus
Ajuda o povo carente
A carregar sua cruz
Defendendo seus direitos
Como ensina o Deus da luz

Nossa campanha deste ano
Fraternidade e Saúde
Deseja propor a todos
A mudança de atitude
Sobre a saúde do povo
Que tem tratamento rude

Saúde é um direito
O povo não quer favor
Quer tratamento decente
Pois para isso pagou
Quer os recursos de volta
Que o governo desviou

Há muita gente doente
Esperando tratamento
Há recursos desviados
Pra atender rico avarento
Trazendo pra nosso povo
Muita dor e sofrimento

Os recursos financeiros
Desviados da saúde
É crime de lesa-povo
É fraudulenta atitude
Quem age dessa maneira
Não tem nenhuma virtude

Jesus proclamou seu Reino
Curando povo carente
Denunciando sistemas
Que mantém gente impotente
Fez cego ver, surdo ouvir
Tornando vida fluente

Ter saúde é preciso
Pra inclusão social
Pra viver com alegria
Levando vida normal
Pra isso todos precisam
De médico e hospital

Nossa gente anda cansada
Das filas nos hospitais
Falta médico e remédio
O povo não aguenta mais
Precisamos reagir
Nossa dor já está demais

Saúde Pública é
Um direito social
Também questão de justiça
E tem que ser integral
Sua privatização
Só atende ao capital

Suscitar em todo o povo
Espírito fraternal
Para buscar soluções
Pra doença e todo o mal
Deseja nossa Igreja
Neste tempo quaresmal

Nós não queremos esmolas
Mas o direito sagrado
À boa saúde e à vida.
Não vamos ficar calados
Não pedimos, exigimos
Que sejamos bem tratados

Com a fé no Deus da vida
Vamos sair em campanha
Alegres e bem dispostos
Com esperança tamanha
Pois fraternos venceremos
Todo o mal ou artimanha.


Rio, março de 2012

MINHA CANÇÃO

• Por: Edmílson / Maria José.
•
• Nasci na beira do rio
• Tenho saudades de lá
• Já não vejo água correr
• Pois estou perto do mar
•
• Lá na minha Barra Mansa
• Vivi toda minha infância
• A vida lá era calma
• Não havia traficância
•
• A criançada brincava
• Tomando banho no rio
• A alegria era total
• Fosse sol, calor ou frio.
•
• Pensando com meus botões
• Mais prazer encontrei lá
• Aqui já não vejo rio
• Só vejo água do mar.
•
• Não permita Deus que eu morra
• Sem que um dia volte lá
• Pra rever águas do rio
• Que não encontro por cá
•