quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DIA DO POETA














DIA DO POETA

          Edmílson Martins
         20/10/2015

Poeta é um ser livre
Para ele tudo pode
Estando acima das regras
Tudo pode e se sacode
Aos que procuram respostas
Com seus versos logo acode.

Os poetas tudo veem
E revelam o escondido
Colocam na poesia
Sentimentos esquecidos
Mostram além das estrelas
Sonhos que foram perdidos.

No coração dos poetas
Sempre cabe o vasto mundo
Cabem ninfas, cabem musas
Carlos, Marias, Raimundos
E cabem trabalhadores
E até cabem vagabundos.

Poetas da Academia
Poetas transcendentais
Poetas de todo dia
Poetas de carnavais
Poetas da rebeldia
Poetas dos festivais.

Todos eles são poetas
E todos são imortais
Pois cantam coisas do mundo
Porém são celestiais
Estão aqui de passagem
Como se fossem mortais.

ROSA-MENINA














ROSA-MENINA
              
            Edmílson e Maria José
            Rio, 14/10/2015

Rosane, você chegou
Ao momento da razão
Soberania total
Dentro do seu coração
Faz anos na primavera
Entre flores e emoção.

Na bela estação das flores
Uma Rosa no jardim
Surgindo formosa e bela
Alegrou nosso jasmim
Que a perfumou com carinho
Com a ajuda do alecrim.

Entre as flores do jardim
Você é Rosa - menina
Que trazendo vida nova
Logo a tristeza termina
Alegrando no pomar
Até a flor da campina.

O sabiá e os pardais
Se alegraram no quintal
Ao verem você chegar
Vindo lá do hospital
O Bem-te-vi cantou forte
Completando o festival.

Hoje as flores do jardim
Estão alegres e sorrindo
Ao verem sua irmãzinha
Completando tempo lindo
Esse tempo da razão
Que você vive tinindo.


PAPA FRANCISCO- APÓSTOLO DA PAZ















PAPA FRANCISCO, APÓSTOLO DA PAZ
                                  Edmílson Martins 
                                  (outubro/2015)

O papa Francisco, apóstolo
Foi à Cuba socialista
A Ilha da resistência
Contra o tirano Batista
Francisco lá semeou
Seus belos pontos de vista.

Apregoou liberdade
E respeito aos diferentes
A convivência pacífica
Com amizade entre as gentes
A paz e compreensão
Um viver justo e decente.

Aos jovens pregou a esperança
Os sonhos, não fantasias
Defesa do bem comum
Na luta de todo dia
União no pluralismo
Tendo a justiça por guia.

Ao país socialista
Não levou condenação
Levou mensagem de paz
De tolerância e perdão
E louvou o que há de bom
Evitou contestação.

Como construtor de pontes
Francisco seguiu viagem
Indo aos Estados Unidos
Buscando camaradagem
Falou duro aos dirigentes
Sem medo, sem vassalagem.

Falando de Abraham Lincoln
Um mártir da liberdade
Lembrou Martin Luther King
Defensor da igualdade
Lembrou também irmã Dorothy
Que morreu pela verdade.

No congresso americano
Francisco chamou a atenção
Pro compromisso de todos
Por um mundo mais irmão
Para a defesa da vida
Por gestos de compaixão.

Em Nova Iorque, na ONU
Aos dirigentes do mundo
Nosso Francisco clamou
Por planeta moribundo
Reclamou com veemência
Contra o desgaste profundo.

Apontou aos dirigentes
A destruição global
Que é imposta ao planeta
De forma descomunal
Pelos sedentos de lucro
Que acumulam capital.

Paulo apóstolo foi à Grécia
Pregou deus desconhecido
Revelando aos filósofos
Com clareza e destemido
O Jesus ressuscitado
Que salvou povo sofrido

Assim Francisco foi à América
Que tem poder mundial
Levou Jesus salvador
Com doutrina social
Que é deus desconhecido
Dos donos do capital.

Francisco, anjo da paz
Quebra os muros, constrói pontes
Superando preconceitos
Busca em Jesus as fontes
Contra todo pessimismo
Prega novos horizontes.

sábado, 10 de outubro de 2015

UM ROSTINO NA AREIA





















UM ROSTINHO NA AREIA
         Edmílson Martins
         Setembro/2015

Rostinho de anjo na areia
Meu Deus, quanta crueldade!
O mundo está precisando
De nova humanidade
Dotada de mais ternura
Com mais amor e bondade.

O mar bom e generoso
Devolveu o anjo menino
Perguntando ao ser humano
Por que tanto desatino
Agasalhando na areia
O rosto tão pequenino.

Famílias no oceano
Buscando refúgio e paz
Fugindo do seu país
Onde não suportam mais
A violência da guerra
Com a maldade que traz.

Os horrores são tão fortes
Que o povo forte desterra
Prefere correr os riscos
A sofrer horror da guerra
Prefere os riscos do mar
A ter maltrato na terra.

Os senhores da ganância
Do lucro e podres poderes
São os Herodes hodiernos
Plenos de orgulho e quereres
Que matam seres humanos
Para seus torpes prazeres.

Em toda parte do mundo
Ouve-se um grito de dor
De gente civilizada
Expressando seu clamor
Contra esse crime horrendo
Que a todos causa pavor.

Que esse crime hediondo
Vergonha do ser humano
Sirva para despertar
Pra luta contra os tiranos
Que só semeiam na terra
Sofrimento e desengano.

Aquele rosto na areia
Do bom menino inocente
Está clamando justiça
Solicitando da gente
Que não fiquemos alheios
Parados, indiferentes.

Aquele tenro menino
Com seu rostinho na areia
Parece curvar-se ao mar
Agradecendo às sereias
Por tê-lo trazido à terra
Através da maré cheia.