segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CONFISSÃO E ARREPENDIMENTO






CONFISSÃO E ARREPENDIMENTO
                                     Edmílson Martins
                                     Dezembro de 2015                            
Na celebração da missa, existe uma parte chamada “Ato Penitencial”, em que a assembleia confessa a Deus, aos irmãos e às irmãs que pecou muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por sua culpa. E suplica por perdão. É um gesto de humildade e arrependimento.
 Pois bem., neste final do complicado 2015 seria bom que os governantes (poder executivo,legislativo e judiciário) fizessem, publicamente, uma sincera confissão de culpa e pedissem perdão ao povo brasileiro, nesses termos:
 Nós, governantes, responsáveis pelos poderes encarregados de promoverem a paz social do povo, confessamos a Deus e ao povo brasileiro que erramos muitas vezes por atos e omissões, por nossa culpa, e por isso pedimos:
-perdão pela corrupção generalizada em nosso país;
- perdão pela prática política de baixo nível, institucionalizada;
-perdão pelo financiamento de campanhas por grandes empresas, que gera degeneração da política e dos políticos;
- perdão pela destinação dos 45% do Orçamento da União para pagamento de juros e amortizações dívida pública;
- perdão pela desmobilização dos movimentos sociais;
- perdão pela instrumentalização dos sindicatos, em detrimento da organização dos trabalhadores;
- perdão pela péssima qualidade do atendimento à saúde pública;
- perdão pela baixa qualidade do ensino;
- perdão pela entrega de nossas riquezas a grupos econômicos nacionais e internacionais;
- perdão pela devastação da floresta amazônica;
- perdão pelas perdas de direitos sociais do povo;
- perdão pela violência institucionalizada;
- perdão por termos implantado e mantido em nosso país o sistema neoliberal, que tem como fundamento o lucro e a concentração de riquezas, desprezando o ser humano;
- perdão por desprezar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, que prevê no Art. 3º da Constituição:
  I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;
 II - garantir o desenvolvimento nacional;
 III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
 IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

E nós, todo o povo brasileiro, devemos pedir perdão por nossas omissões, por nossa resignação acomodada diante de governantes e políticos que fazem alianças espúrias, com tenebrosas transações, com grave desrespeito à dignidade humana.
Devemos pedir perdão por não lutarmos por um novo sistema social e político, justo, fraterno e solidário, que contribua decisivamente para o crescimento humano integral da nossa sociedade.
      
                                     A M É M.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

EMÍDIO, MEU IRMÃO, PARTIU

















EMÍDIO, MEU IRMÃO, PARTIU.
                Edmílson Martins
                17/08/2015

Éramos dezoito irmãos
Todos juntos nos criamos
Por força das circunstâncias
Um dia nos separamos
Contra a vontade de todos
Pouco nos reencontramos.

Cumprindo a missão na terra
Seis manos já estão no Céu
Contando com mano Emídio
Que a Deus Pai sendo fiel
Reencontra pais e irmãos
Com a doçura do mel.

A partida do Emídio
Deixa o mundo mais vazio
A família com saudades
A terra sem seu plantio
Ao gado do qual cuidava
Faltará carinho e brio.

A infância e adolescência
Convivemos lá na roça
Depois, fui para a cidade
Separando vida nossa
Mas sempre nos encontrávamos
Para sairmos da fossa.

Vim pro Rio de Janeiro
Nossa distância aumentou
Porém a tecnologia
Nossa distância encurtou
A conversa ao telefone
Os nossos laços salvou.

Emídio amava o sertão
Dele não se desligou
O sítio onde nascemos
Ele sempre conservou
Estão lá a casa e o terreiro
Onde a saudade ficou.

Ele, com esposa Maura,
Construiu bela família
Cuidou da terra e do gado
Foi sempre amigo que brilha
Cultivando bons amigos
Andando sempre na trilha.

Agora está Noutro Mundo
Entrou nos umbrais da glória
Tá junto a muitos amigos
Contando sua História
Celebrando com certeza
Com outros sua vitória.

Continuamos no mundo
Cumprindo nossa missão
Certo dia encontraremos
Emídio e outros irmãos
Que nos abraçarão alegres
Na Terra da Promissão.

DIA DO POETA














DIA DO POETA

          Edmílson Martins
         20/10/2015

Poeta é um ser livre
Para ele tudo pode
Estando acima das regras
Tudo pode e se sacode
Aos que procuram respostas
Com seus versos logo acode.

Os poetas tudo veem
E revelam o escondido
Colocam na poesia
Sentimentos esquecidos
Mostram além das estrelas
Sonhos que foram perdidos.

No coração dos poetas
Sempre cabe o vasto mundo
Cabem ninfas, cabem musas
Carlos, Marias, Raimundos
E cabem trabalhadores
E até cabem vagabundos.

Poetas da Academia
Poetas transcendentais
Poetas de todo dia
Poetas de carnavais
Poetas da rebeldia
Poetas dos festivais.

Todos eles são poetas
E todos são imortais
Pois cantam coisas do mundo
Porém são celestiais
Estão aqui de passagem
Como se fossem mortais.

ROSA-MENINA














ROSA-MENINA
              
            Edmílson e Maria José
            Rio, 14/10/2015

Rosane, você chegou
Ao momento da razão
Soberania total
Dentro do seu coração
Faz anos na primavera
Entre flores e emoção.

Na bela estação das flores
Uma Rosa no jardim
Surgindo formosa e bela
Alegrou nosso jasmim
Que a perfumou com carinho
Com a ajuda do alecrim.

Entre as flores do jardim
Você é Rosa - menina
Que trazendo vida nova
Logo a tristeza termina
Alegrando no pomar
Até a flor da campina.

O sabiá e os pardais
Se alegraram no quintal
Ao verem você chegar
Vindo lá do hospital
O Bem-te-vi cantou forte
Completando o festival.

Hoje as flores do jardim
Estão alegres e sorrindo
Ao verem sua irmãzinha
Completando tempo lindo
Esse tempo da razão
Que você vive tinindo.