quarta-feira, 21 de março de 2018

O DRAGÃO DA MALDADE




O DRAGÃO DA MALDADE

               Edmílson Martins
               Fevereiro 2018

Existem as coisas falsas
Que parecem verdadeiras
Engendradas pelos cérebros
Que têm ideias trapaceiras
Para manter interesses
Que ultrapassam fronteiras.

O vil dragão da maldade
Dono do vil capital
Faz mais uma aberração

Com mais um golpe mortal
Fingindo-se de bonzinho
Cria clima infernal.

Usa seu representante
Que hoje está no Planalto
Pra fazer intervenção
Tomar favela de assalto
Deixando bandido solto
Engravatado no asfalto.

Assim foi feito outrora
Com o golpe militar
Quando sem dó derrubou
O presidente Goulart
Que se tornara governo
Pelo voto popular.

O povo naquele tempo
Crescia em dignidade
E buscava soluções
Com solidariedade
Com esforço permanente
Construía a unidade.

Mas como o povo avançava
Pra conquistar seus intentos
O vil dragão da maldade
Agiu de modo sangrento
Usando medidas brutas
Por seu projeto avarento.

Criou sistema dolente
Com medidas arbitrárias
Prendeu, torturou, matou
Quem tinha ideias contrárias
E tratou com truculência
As pessoas solidárias.

Hoje o dragão da maldade
Age muito diferente
Com as suas artimanhas
Ganha corações e mentes
Usa gestos enganosos
Controlando toda a gente.

Impõe sistema político
Escolhe seus governantes
Pra defender seus projetos
Dar poder a meliantes
Corrompe instituições
Com seu poder dominante.

Toma medidas perversas
Diz ser defesa do povo
Impõe seu projeto velho
E diz ser projeto novo
Fingindo ser libertário
Está sempre contra o povo.






VULTOS DA HISTÓRIA




       VULTOS DA HISTÓRIA
(Os que não se aliaram à corrupção)

                           Edmílson Martins
                           Janeiro 2018

Sócrates, pensador grego
Um defensor de verdades
Não se aliou a tiranos
Porque tinha dignidade
Guardou firme seus princípios
Com muita severidade.

Filósofo genial
Quis ensinar a pensar
Mas um poder dominante
Tentou fazê-lo calar
Preferindo ele a morte
À vida sem mais falar.

Depois, chegou Jesus Cristo
Trazendo o Reino de Deus
Pregando a felicidade
Pra todos os irmãos seus
Seguro como Moisés
Líder do povo Hebreu.

Porém um representante
Do vil grupo do poder
Tentou logo desviá-Lo
Dos caminhos do saber
Oferecendo vantagens
Estimulando o prazer.

-Transforma pedras em pão
Para alimentar teu povo
Acaba a fome no mundo
E terás um mundo novo-
Disse o sagaz tentador
Ao se mostrar amoroso
Porém, Jesus não aceitou
Aquela esperta proposta
Sabia que o proponente
Pensava de forma oposta
Que queria na verdade
Era vê-Lo pelas costas.

Jesus queria pro povo
A vida em abundância
Não enganá-lo com pão
Retirando-lhe a esperança
Não caiu nas armadilhas
Dos que só fazem lambança.

Ofereceram poder
Fama e tudo que seduz
Mas Ele não se afastou
Da estrada que é de luz
Mesmo tendo como certa
A sua morte na cruz.

Não fez acordos espúrios
Não cedeu aos poderosos
Foi fiel aos seus princípios
Combateu gananciosos
Resistiu até à morte
Contestando mentirosos.

Nosso Zumbi dos Palmares
Também lutou coerente
Resistiu com muita garra
Nunca traiu sua gente
Não caiu nas armadilhas
Dos acordos indecentes.

Abraçou firmes princípios
Em torno da liberdade
Lutou contra a escravidão
E contra a desigualdade
Nunca aceitando alianças
Com homens sem hombridade.

Outro vulto da História
Que manteve coerência
Foi Ernesto Che Guevara
Que lutou com insistência
Por mudanças sociais
Enfrentando prepotências.

Aliou-se aos oprimidos
Lutou por libertação
Com a dureza e ternura
Semeou rebelião
Lutou, morreu, sem curvar-se
Ao poderoso chefão.

Outros vultos da História
Também foram coerentes
Lutaram com lealdade
Ao lado da sua gente
E guardaram seus princípios
Sem curvar-se aos prepotentes.

Hoje nosso mundo vive
Terrível tribulação
Com muita gente caindo
Na armadilha do dragão
Com ele fazendo acordos
Que levam à corrupção.

Bem disse o mestre Jesus:
Por causa da tentação
Sejam vocês vigilantes
Não esqueçam a oração
Longe do Deus criador
É difícil salvação.

















VERSOS REBELDES




VERSOS REBELDES
Meus versos se evadiram,
creio que não voltam mais,
deixaram um bilhete lacônico,
pendurado em um cartaz.
Eram sussurros amargos
repletos de melancolia,
falavam de uma tristeza
pálida, gélida, sombria.
Em passeio matinal,
no meio da pradaria,
procuro os versos insurgentes
que se foram em rebeldia.
Por onde andarão meus versos,
fruto de uma grande paixão,
perdi a mulher amada,
agora meus versos se vão.
Jss.
POETA EM CONFUSÃO
                Edmílson Martins
                12/01/2018

A tristeza do poeta
fala de versos rebeldes
Mas vossos versos, poeta
Estarão onde estiverdes
Pois os versos cumprirão
Todas as ordens que vós derdes.

Pois o poeta e seus versos
formam um só coração
Os tais sussurros amargos
Eram somente paixão
Ao verem seu vate triste
Tomado de solidão.

Os seus versos não se foram
Estão no seu coração
Perder a mulher amada
Lhe deixou em confusão
Seus versos lhe são fiéis
E nunca lhe deixarão.