quarta-feira, 21 de março de 2018

VULTOS DA HISTÓRIA




       VULTOS DA HISTÓRIA
(Os que não se aliaram à corrupção)

                           Edmílson Martins
                           Janeiro 2018

Sócrates, pensador grego
Um defensor de verdades
Não se aliou a tiranos
Porque tinha dignidade
Guardou firme seus princípios
Com muita severidade.

Filósofo genial
Quis ensinar a pensar
Mas um poder dominante
Tentou fazê-lo calar
Preferindo ele a morte
À vida sem mais falar.

Depois, chegou Jesus Cristo
Trazendo o Reino de Deus
Pregando a felicidade
Pra todos os irmãos seus
Seguro como Moisés
Líder do povo Hebreu.

Porém um representante
Do vil grupo do poder
Tentou logo desviá-Lo
Dos caminhos do saber
Oferecendo vantagens
Estimulando o prazer.

-Transforma pedras em pão
Para alimentar teu povo
Acaba a fome no mundo
E terás um mundo novo-
Disse o sagaz tentador
Ao se mostrar amoroso
Porém, Jesus não aceitou
Aquela esperta proposta
Sabia que o proponente
Pensava de forma oposta
Que queria na verdade
Era vê-Lo pelas costas.

Jesus queria pro povo
A vida em abundância
Não enganá-lo com pão
Retirando-lhe a esperança
Não caiu nas armadilhas
Dos que só fazem lambança.

Ofereceram poder
Fama e tudo que seduz
Mas Ele não se afastou
Da estrada que é de luz
Mesmo tendo como certa
A sua morte na cruz.

Não fez acordos espúrios
Não cedeu aos poderosos
Foi fiel aos seus princípios
Combateu gananciosos
Resistiu até à morte
Contestando mentirosos.

Nosso Zumbi dos Palmares
Também lutou coerente
Resistiu com muita garra
Nunca traiu sua gente
Não caiu nas armadilhas
Dos acordos indecentes.

Abraçou firmes princípios
Em torno da liberdade
Lutou contra a escravidão
E contra a desigualdade
Nunca aceitando alianças
Com homens sem hombridade.

Outro vulto da História
Que manteve coerência
Foi Ernesto Che Guevara
Que lutou com insistência
Por mudanças sociais
Enfrentando prepotências.

Aliou-se aos oprimidos
Lutou por libertação
Com a dureza e ternura
Semeou rebelião
Lutou, morreu, sem curvar-se
Ao poderoso chefão.

Outros vultos da História
Também foram coerentes
Lutaram com lealdade
Ao lado da sua gente
E guardaram seus princípios
Sem curvar-se aos prepotentes.

Hoje nosso mundo vive
Terrível tribulação
Com muita gente caindo
Na armadilha do dragão
Com ele fazendo acordos
Que levam à corrupção.

Bem disse o mestre Jesus:
Por causa da tentação
Sejam vocês vigilantes
Não esqueçam a oração
Longe do Deus criador
É difícil salvação.

















VERSOS REBELDES




VERSOS REBELDES
Meus versos se evadiram,
creio que não voltam mais,
deixaram um bilhete lacônico,
pendurado em um cartaz.
Eram sussurros amargos
repletos de melancolia,
falavam de uma tristeza
pálida, gélida, sombria.
Em passeio matinal,
no meio da pradaria,
procuro os versos insurgentes
que se foram em rebeldia.
Por onde andarão meus versos,
fruto de uma grande paixão,
perdi a mulher amada,
agora meus versos se vão.
Jss.
POETA EM CONFUSÃO
                Edmílson Martins
                12/01/2018

A tristeza do poeta
fala de versos rebeldes
Mas vossos versos, poeta
Estarão onde estiverdes
Pois os versos cumprirão
Todas as ordens que vós derdes.

Pois o poeta e seus versos
formam um só coração
Os tais sussurros amargos
Eram somente paixão
Ao verem seu vate triste
Tomado de solidão.

Os seus versos não se foram
Estão no seu coração
Perder a mulher amada
Lhe deixou em confusão
Seus versos lhe são fiéis
E nunca lhe deixarão.




domingo, 24 de dezembro de 2017

NASCIMENTO DE JESUS



NASCIMENTO DE JESUS
                  Edmílson Martins
                  Natal de 2017

Um casal andava aflito
Buscando hospedaria
Mas só encontrou aposento
Num canto de estrebaria
Onde animais acolheram
Um grande rei que nascia.

Para o bebê que chegava
Não havia acolhimento
Porque ninguém enxergava
Quem era aquele rebento
Por isso as casas fechadas
Pra Deus naquele momento.

Nasceu pobre numa gruta
Mas cercado de carinho
Seu berço uma manjedoura
Um lugar bem pobrezinho
Suas primeiras visitas
Foram pobres pastorzinhos.

Depois chegaram reis magos
Para saudar o reizinho
Indicado pela estrela
Que clareava os caminhos
Iluminando o local
Onde estava o menininho.

Os visitantes saudaram
Com muita simplicidade
Uma criança que vinha
Salvar a humanidade
Trazendo bela mensagem
De amor e fraternidade.

Aquela festa singela
Repleta de mansidão
Foi para aquela criança
Visita de gratidão
Por ter trazido pra todos
A luz e a  libertação.

Naquele recanto mágico
Da cidade de Belém
Homens simples festejaram
Com orgulho sem desdém
O Natal de Jesus Cristo
Bem simples como convém.

Foram louvar a chegada
Do bebê embaixador
Que trazia um projeto
De teor libertador
Representando os desejos
Do nosso Deus criador.

Celebração do Natal
É resgatar a memória
Daquele que veio pra terra
Pra nos conduzir à Glória
Lutando vencendo a morte
Mostrando-nos a vitória.

Celebrar pois o Natal
É pactuar com Jesus
Assumir com Ele a luta
Sem medo de ir pra cruz
Construir com Ele o Reino
Que é de paz e de luz.








AGNELA, MINHA IRMÃ - 90 ANOS




AGNELA, MINHA IRMÃ - 90 ANOS
                       14/12/2017
                       Edmílson Martins

Ela nasceu no sertão
Mulher forte, sertaneja
Enfrentou dificuldades
Não se cansou na peleja
Aguerrida, combatente
Generosa, benfazeja.

Hoje faz noventa anos
Desde que ela nasceu
Nove décadas de luta
Bom combate combateu
Desenvolveu com amor
Os dotes que Deus lhe deu.

Ao lado do Joaquim
Que hoje está lá no Céu
Construiu bela família
Merecendo bom troféu
Teve dez filhos bondosos
Pra eles tiro o chapéu.

Filha, esposa, mãe, irmã
Com todos bem carinhosa
Hoje, avó e bisavó
Mantém-se sempre charmosa
Com os netos e bisnetos
Mantém relação dengosa.

Esses seus noventa anos
Com luta, fé e esperança
É para nós referência
Transmite-nos confiança
Mostra-nos que vale a pena
Ter na vida temperança.


Com mais um aniversário
Bem cercada de carinho
Quero parabenizá-la
Pelos noventa aninhos
Que a graça de Deus esteja
Perene no seu caminho.






sábado, 9 de dezembro de 2017

AGNELA, MINHA IRMÃ ( quando enferma)




















AGNELA, MINHA IRMÃ
    (Quando enferma) 
          
                    Edmílson Martins
                     28/11/2017
Agnela, irmã querida
Que foi minha mãe também. 
Quando eu era criança
Cuidava de mim tão bem!
É uma flor que perfuma 
Toda a família Bembém

Que Deus do Céu a proteja 
Fortaleça sua alma
Mantendo firme a coragem 
Guardando com fé a calma
Como sempre se manteve 
Merecendo nossas palmas.

São quase noventa anos
De bons serviços à vida
Com dedicação à família
Sempre alegre e decidida
Com muita disposição
Cuidadosa e comedida.

Com vários filhos criados
Hoje avó e bisavó
Trata todos com carinho
Cada um é seu xodó
É filha lá do sertão
Terra do forrobodó.

É enferma passageira
Pois logo se recupera
Doença que chega nela
Não resiste, não prospera
Qualquer ataque de vírus
Sua alma forte supera.